A família da jornalista Alice Ribeiro, de 35 anos, autorizou a doação de seus rins, pâncreas, fígado e córneas após a confirmação de sua morte encefálica na noite desta quinta-feira (16), no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
O protocolo para diagnóstico de morte encefálica foi iniciado na manhã desta quinta e concluído após uma série de exames clínicos e de imagem. Embora a família tenha manifestado o desejo de doar o maior número possível de órgãos, o coração foi considerado clinicamente inviável para o procedimento devido à gravidade das lesões sofridas no acidente.
Alice estava internada desde quarta-feira, após o carro em que trabalhava colidir frontalmente com um caminhão na Grande BH. O acidente também vitimou o cinegrafista Rodrigo Lapa , que dirigia o veículo e foi sepultado nesta quinta-feira na capital mineira.
Com uma carreira consolidada, Alice passou pela TV Globo na Bahia e pela Band em Brasília antes de assumir o microfone da Band Minas em agosto de 2024. Reconhecida pelo profissionalismo e carisma, a jornalista deixa marido e um filho de nove meses. A Band Minas declarou luto oficial e informou que segue prestando assistência integral aos familiares.