O goleiro Bruno desistiu de um encontro supostamente marcado com seu filho, Bruninho, que aconteceria hoje (15) no Rio de Janeiro. O homem, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, mãe do jovem, afirmou em nota oficial que o convite seria uma "armadilha" arquitetada pela advogada da avó do menino.
Segundo o relato apresentado por Leo Dias no programa Melhor da Tarde, Bruno desconfiou das condições impostas para a reunião. O encontro ocorreria em um local mantido em sigilo até o momento da chegada e, de acordo com o goleiro, haveria câmeras escondidas para registrar o momento sem o seu consentimento.
Suspeita de câmeras e documentário
Bruno afirma que a intenção da defesa da família de Eliza Samudio era flagrar declarações polêmicas sobre o crime ocorrido em 2010. Ele alega que as imagens seriam utilizadas em um suposto documentário que está sendo produzido sobre a vida de Bruninho, que recentemente foi convocado para a seleção brasileira sub-17.
Outro ponto de conflito mencionado por Leo Dias foi a exigência de que o goleiro comparecesse sozinho ao local. Bruno, no entanto, manifestou o desejo de estar acompanhado por seu advogado, alegando falta de segurança jurídica e pessoal para o encontro.
Medida protetiva e segurança jurídica
Durante o debate no programa, a existência de uma medida protetiva que impede a aproximação entre pai e filho foi destacada como um impeditivo legal. Leo Dias ressaltou que qualquer tentativa de reaproximação deveria, obrigatoriamente, passar pela justiça.
Chris Flores reforçou a gravidade da situação, pontuando que a exploração comercial de um reencontro familiar desse porte é inadequada. Para ela, o fato de Bruninho ser menor de idade retira dele a plena capacidade de decidir sobre um tema tão sensível sem o acompanhamento de tutores responsáveis e da justiça.