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EUA: Tenessee suspende execuções após mulher sobreviver a injeção letal

O governador do Tennessee, nos Estados Unidos, Bill Lee, anunciou na madrugada desta quinta-feira (1º) a suspensão de todas as execuções no estado até o fim do ano. A decisão ocorreu horas depois de Christa Gail Pike, condenada à morte em 1995, sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal com pentobarbital na noite de quarta-feira (30).

Lee também determinou uma auditoria externa para "determinar exatamente o que aconteceu". Além da execução de Pike, outra estava programada para ocorrer no Tennessee ainda em 2026.

"Cumprir uma sentença legalmente imposta está entre as responsabilidades mais sérias do Estado, e o povo do Tennessee espera que isso seja feito de uma maneira que seja não apenas legal e constitucional, mas também eficaz", disse o governador.

O protocolo de execução do Tennessee prevê a aplicação de uma segunda dose de drogas por meio de seringas "caso o detento não esteja morto" após a primeira dose. O documento, porém, não estabelece o procedimento caso a pessoa continue viva depois da segunda aplicação.

Esta é a segunda vez neste ano que o Tennessee não consegue realizar uma execução. Em maio, autoridades estaduais cancelaram a execução por injeção letal de Tony Carruthers, condenado pelo sequestro e assassinato de três pessoas em 1994.

Na ocasião, a equipe responsável tentou, sem sucesso, durante mais de uma hora, inserir um acesso venoso para administrar o pentobarbital.

Pike foi condenada à morte por assassinato em 1995

Christa Gail Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. Na época, Pike tinha 18 anos e cometeu o crime junto com o namorado, Tadaryl Shipp, então com 17 anos, em um acampamento no Tennessee.

No ano seguinte, Pike recebeu a sentença de morte, enquanto Shipp foi condenado à prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional. A execução de Pike foi adiada diversas vezes antes da tentativa realizada na noite de quarta-feira.

Durante a execução, autoridades administraram duas doses de pentobarbital. Pike permaneceu viva e foi possível ouvi-la roncando na sala de execução. Após o episódio, uma ambulância foi acionada para prestar atendimento à condenada.

Como foi a tentativa de execução

Às 19h46 no horário local, 21h46 em Brasília, funcionários da prisão fecharam a cortina da sala onde jornalistas poderiam acompanhar a execução. O espaço foi reaberto cerca de três minutos depois.

Era possível ouvir Pike roncando. A cortina foi fechada novamente às 20h06, 22h06 em Brasília. Segundo relatos, ela permaneceu acordada e roncando por mais de 40 minutos após a última dose.

Às 20h53, 22h53 em Brasília, os jornalistas presentes no local foram orientados a deixar o espaço. Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, o episódio foi uma "falha inédita".

A diretora-executiva da organização, Robin M. Maher, afirmou que o que Pike vivenciou foi "singular e sem precedentes". Segundo ela, outras sete pessoas sobreviveram a problemas médicos relacionados a falhas na execução, mas nenhuma havia permanecido viva após receber os medicamentos usados na injeção letal.

Fonte: Band.
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