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EUA criticam Pix, mas usam sistema com tecnologia similar; veja diferenças
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

A confirmação de um "tarifaço" de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que passará a vigorar na próxima semana, trouxe à tona uma crítica recorrente do governo americano: o funcionamento do Pix.

A Casa Branca aponta o sistema de pagamentos instantâneos como uma das principais justificativas para a medida econômica. Apesar das críticas, os Estados Unidos já utilizam tecnologias similares, embora sob modelos distintos.

O país conta com o Zelle, um aplicativo de pagamentos instantâneos que possui mais de 150 milhões de contas. A principal diferença reside na propriedade: o Zelle pertence a bancos e empresas privadas e é focado em transferências entre pessoas, mantendo o cartão de crédito como principal meio para compras.

Além disso, em 2023, o Banco Central norte-americano lançou o FedNow para viabilizar pagamentos instantâneos. Diferente do Pix, a adesão das instituições financeiras ao FedNow é opcional, o que tem resultado em uma implementação muito mais lenta e gradual do que a vista no Brasil.

Enquanto os EUA retaliam o modelo brasileiro, a Europa segue uma direção oposta, avançando na criação do Euro Digital. O projeto europeu, que deve ter seu piloto lançado no próximo ano, será totalmente gratuito e tem o objetivo explícito de reduzir a dependência de provedores de pagamentos americanos

A acusação de "concorrência desleal"

O sucesso do Pix no Brasil é incontestável, com mais de 200 milhões de pessoas físicas e 20 milhões de empresas cadastradas. O sistema revolucionou o mercado ao permitir transações diretas entre instituições financeiras, eliminando taxas cobradas em modelos tradicionais de cartões de débito e crédito, que envolvem diversos intermediários.

Contudo, o governo americano alega que o Pix prejudica empresas dos EUA, como Visa e Mastercard. Para Washington, o fato de o sistema ser operado e regulado pelo Banco Central do Brasil configura uma concorrência desleal contra o setor privado americano.

Fonte: Band.
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