Clube 1 - 96.7FM | Ribeirão Preto/SP
Conteúdo nacional e internacional Rede BandNews
Estudante de medicina é encontrada morta no interior de SP
Band TV

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte da estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, ocorrida em Marília, no interior de São Paulo. O caso, que corre sob segredo de Justiça, ganhou novos desdobramentos após a conclusão do laudo necroscópico, dez meses após o falecimento. A família da jovem acusa o ex-namorado, um estudante de administração, de ter submetido a vítima a abusos psicológicos e de tê-la forçado a realizar um aborto meses antes da morte.

Segundo o relato de Fauez Zar, pai da universitária, Carolina revelou no leito do hospital ter ingerido óxido de arsênio. Antes de ser encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a jovem pediu desculpas ao pai e detalhou o que havia ocorrido. A substância, altamente tóxica, causou falência múltipla dos órgãos. A investigação busca agora determinar se houve auxílio ou indução ao suicídio, além da participação do suspeito na aquisição do veneno.

Dossiê revela pressões e aborto forçado

Quinze dias antes de morrer, Carolina entregou à polícia um dossiê de 28 páginas detalhando o relacionamento com o ex-namorado. No documento, a estudante afirma que descobriu a gravidez em setembro de 2024, mas que o parceiro não aceitou a gestação. Mensagens trocadas pelo casal e incluídas no inquérito mostram o rapaz afirmando que não tinha estrutura para ser pai e que um filho "acabaria com muitos planos".

A vítima relatou que, ao completar três meses de gravidez, foi levada pelo suspeito a um hotel, onde ele mesmo teria executado os procedimentos para o aborto. Em áudios deixados pela jovem, ela afirma que sofreu abuso psicológico, manipulação e coerção. "Ele me induziu a fazer o que ele queria, usando artifício emocional", declarou a estudante antes de morrer. Após o procedimento, Carolina afirmou ter sido abandonada pelo rapaz, que iniciou um novo relacionamento em seguida.

Investigação e defesa

O advogado da família, Caio Silva, afirma que o dossiê foi elaborado por Carolina para garantir que o autor fosse punido pelo aborto forçado e pela pressão psicológica exercida. A polícia apreendeu o celular e o iPad da vítima para realizar perícia em mensagens apagadas e no histórico de navegação, buscando identificar quem teve contato com a jovem no dia da ingestão da substância.

O boletim de ocorrência inicial foi registrado como violência doméstica. O pai da vítima reforça que a participação do ex-namorado no aborto já está caracterizada nos relatos, mas a autoridade policial ainda apura se houve indução ou participação ativa no evento que levou ao óbito.

Em nota enviada ao Brasil Urgente, a defesa do ex-namorado de Carolina negou as acusações, classificando-as como caluniosas. Os advogados do estudante afirmaram que ele jamais incentivou ou participou da compra de qualquer substância tóxica e que o cliente não irá se manifestar publicamente devido ao segredo de Justiça que envolve o processo.

   

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Clube 1 com Programação Clube 1
Carregando... - Carregando...