O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (21) por causa de um vídeo publicado por ela nas redes sociais no fim de junho, no qual afirmou ter sido desrespeitada, humilhada e maltratada pelo enteado, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Eduardo declarou: "Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo".
O ex-parlamentar ainda classificou como "natural" que haja disputa por um "espaço tão cobiçado" quanto a Presidência da República, o que, na avaliação dele, levou divergências internas do clã Bolsonaro a se tornarem públicas.
Disputa interna no clã Bolsonaro
Não é a primeira vez que Eduardo critica a ex-primeira-dama. Após o desabafo de Michelle, ele compartilhou publicações que a acusavam de "apunhalar" Flávio Bolsonaro e atribuíam o vídeo a uma disputa pela candidatura presidencial dentro do PL.
Também houve atritos anteriormente por conta das discussões sobre o palanque eleitoral do Ceará.
Ataques virtuais e cobrança política
Questionado sobre a declaração da deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que afirmou que pessoas próximas a ele teriam estimulado ataques virtuais contra Michelle após o desabafo, Eduardo disse desconhecer quais seriam os perfis mencionados pela parlamentar.
Ao comentar as críticas dirigidas à ex-primeira-dama nas redes, ele afirmou ver confusão entre cobranças políticas e ataques pessoais.
Em seguida, ele declarou:
O que vejo é muita gente mascarando legítimas cobranças políticas, chamando-as de ataques. Se a Michelle quer entrar na política, será cobrada como um político, assim como Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro são
Todos os dias, quando acorda, ele não sabe sobre o quê, mas sabe que terá de correr atrás de alguma crítica contra ele e revertê-la. Esse é o nosso dia a dia
Na visão de Eduardo, a exposição pública das divergências familiares decorre da disputa por espaço dentro do partido e do papel de Michelle na política partidária do PL.
Com informações do Estadão Conteúdo.