Clube 1 - 96.7FM | Ribeirão Preto/SP
Conteúdo nacional e internacional Rede BandNews
Desembargador Magid Lauar é alvo de novas denúncias de assédio sexual em MG

Novas denúncias de assédio e abuso sexual contra o desembargador Magid Nauef Lauar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), vêm à tona após a repercussão de uma decisão do magistrado que absolveu um homem acusado de estuprar uma vulnerável de 12 anos. Nesta terça-feira, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ouve depoimentos de vítimas que acusam o magistrado, incluindo um sobrinho de Lauar, que afirma ter sofrido tentativa de abuso aos 14 anos.

Em entrevista exclusiva à Adriana Araujo, uma advogada que preferiu não se identificar relata ter sido vítima do desembargador na década de 1990. Na época, ela era estagiária no gabinete de Lauar, que atuava como juiz no fórum de Ouro Preto. Segundo o relato, o magistrado a convidou para um almoço onde a encurralou contra a parede, passou a mão em sua perna e a beijou sem consentimento. "Eu me senti invadida, com nojo e constrangida", afirma a vítima.

A advogada explica que decidiu quebrar o silêncio décadas depois, mesmo ciente de que o crime prescreveu, motivada pela indignação com a atuação jurídica de Lauar. Para ela, ao ver o voto do desembargador absolvendo um acusado de estupro, a sensação foi de "um abusador defendendo outro". O depoimento visa fortalecer as investigações atuais conduzidas pelos órgãos de controle.

Investigação e desdobramentos no CNJ

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça colhe hoje depoimentos fundamentais para o processo que apura a conduta do desembargador. Além do sobrinho de Magid Lauar, pelo menos outras três pessoas formalizaram denúncias que envolvem suspeitas de pedofilia, violência e assédio sexual.

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) confirma o encaminhamento das denúncias ao Ministério Público e ao CNJ. A parlamentar ressalta a importância de punir o culpado e garantir a preservação das vítimas para evitar processos de revitimização ou perseguição. No Jornal da Band, destaca-se que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais instaurou um procedimento administrativo para apurar as acusações, embora não tenha enviado novas atualizações sobre o caso até o momento.

Paralelamente às denúncias de assédio, o Ministério Público de Minas Gerais contesta a decisão relatada por Lauar que absolveu um homem de 35 anos no Triângulo Mineiro. O órgão busca restaurar a condenação de primeira instância, que previa nove anos de prisão para o abusador e também para a mãe da vítima, considerada conivente com o crime. O desembargador Magid Lauar não se manifestou sobre as acusações.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Jornal da BandNews com Programação Clube 1
Carregando... - Carregando...