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Delegado e policiais são presos por suspeita de extorquir traficantes do CV
Reprodução

Um delegado e dois policiais civis do Rio de Janeiro foram presos pela Polícia Federal durante a operação Anomalia, deflagrada na manhã desta terça-feira (10). O grupo é investigado por utilizar a estrutura do estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho, além de praticar corrupção e lavagem de capitais.

Os presos foram identificados como: Marcus Henrique de Oliveira Alves (delegado), Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus (policiais civis). Além deles, o traficante Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, também foi alvo de um dos mandados - ele já estava preso. 

Ao todo, 40 policiais federais cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na capital fluminense, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Além de prisões e de buscas, o STF deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de usar intimações oficiais da delegacia para pressionar traficiantes a pagar propina em troca de não serem alvo de ações policiais. 

Segundo a Polícia Federal, as cobranças tinham prazos e pressão, e o dinheiro era recebido por intermediários, que atuavam como operadores financeiros para evitar contato direto entre os policiais e os criminosos.

A apuração também identificou movimentações financeiras milionárias incompatíveis com os salários dos servidores públicos. Para ocultar a origem do dinheiro, os investigados teriam utilizado empresas de fachada registradas em nome de familiares, além de contas bancárias e criptoativos.

Os suspeitos podem responder por organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.

A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para reforçar a atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado no estado e investigar possíveis ligações entre facções criminosas e agentes públicos.

Fonte: Band.
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