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Corinthians: entenda como R$ 250 mil travou renovação de Memphis
Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O encerramento das negociações para a renovação de contrato do atacante holandês Memphis Depay com o Corinthians ganhou bastidores inflamados após a apuração trazida pelo jornalista Luis Fabiani, Bandeirantes.

Ao contrário da versão oficial do clube, que alegou apenas razões financeiras e responsabilidade de gestão, a travamento do acordo passou por um valor pontual de auxílio-moradia negado pelo presidente e por forte pressão política no Parque São Jorge.

A reviravolta ocorreu no CT Dr. Joaquim Grava durante reunião com o departamento de futebol. O presidente Osmar Stábile tomou a decisão de encerrar o vínculo por conta de R$ 250 mil mensais destinados à moradia de luxo do jogador — uma quantia pontual dentro de um contrato multimilionário.

Marketing apresentou patrocinadores

No trajeto rumo ao CT para oficializar o fim das tratativas, o presidente corintiano foi acionado diretamente pela equipe de marketing do clube. O setor apresentou e-mails e propostas formais de três empresas parceiras dispostas a arcar integralmente com os R$ 250 mil de moradia do atacante. Entre as marcas mobilizadas para garantir a permanência de Memphis estavam a companhia aérea KLM e uma rede do setor de varejo.

Mesmo com o impacto financeiro do auxílio-moradia anulado pelas parcerias comerciais trazidas pelo setor, o mandatário manteve o veto e travou a prorrogação do vínculo em reunião com o executivo de futebol Marcelo Paz e a diretoria financeira.

Pressão do conselho por “ranço”

Além do impasse pontual sobre a moradia, o fator determinante para a saída do holandês foi a pressão exercida por grupos políticos influentes no Parque São Jorge, em especial integrantes da chapa "União dos Vitalícios". Conselheiros ligados à gestão viam o atacante de 32 anos como uma "bandeira" da diretoria anterior e acumulavam insatisfações com o atleta.

A atrito entre o jogador e a cúpula interna vinha desde o fim de 2025, quando Memphis concedeu entrevista cobrando abertamente a diretoria corintiana e atacando a politicagem do clube após o título da Copa do Brasil. A declaração gerou forte incômodo em conselheiros e dirigentes. Outro ponto de desgaste foi o vazamento intencional das cláusulas e salários do contrato do atacante, situação que irritou o atleta e azedou definitivamente sua relação com nomes da cúpula alvinegra.

Fonte: Band.
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