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Como funciona o tratamento que livrou o ator Sam Neill do câncer

O ator neozelandês Sam Neill, mundialmente conhecido por seu papel na franquia cinematográfica Jurassic Park, morreu nesta segunda-feira (13) aos 78 anos. A morte ocorreu de forma repentina, mas a família confirmoy, em comunicado oficial, que o artista permaneceu totalmente livre do câncer até o fim da vida. Neill havia alcançado a remissão completa de um linfoma não-Hodgkin agressivo após se submeter à terapia genética inovadora conhecida como CAR-T, realizada na Austrália após o fracasso dos tratamentos convencionais.

O diagnóstico de linfoma de células T angioimunoblástico de estágio 3 ocorreu em 2022. Durante anos, o ator enfrentou sessões intensas de quimioterapia sem obter sucesso a longo prazo.

Diante da progressão da doença e da subsequente ineficácia dos métodos tradicionais, Neill integrou um ensaio clínico para testar a terapia celular de última geração.

Em abril de 2026, o ator anunciou publicamente em entrevistas que seus exames clínicos estavam completamente limpos e sem qualquer sinal de tumores ativos, condição que se manteve inalterada até o seu falecimento.

Entenda como funciona a terapia genética CAR-T

A terapia CAR-T consiste em uma imunoterapia revolucionária que atua por meio da reprogramação genética das células de defesa do próprio paciente, os chamados linfócitos T. O procedimento é complexo e dividido em três etapas principais executadas em ambiente laboratorial especializado.

Primeiro, ocorre a coleta dessas células do sangue do indivíduo por meio de um procedimento de aférese. Em seguida, na fase de modificação, os linfócitos passam por uma alteração genética em laboratório para produzir os receptores CAR.

Essas estruturas funcionam como chaves biológicas capazes de se ligar a "fechaduras" específicas das células cancerígenas. Após serem multiplicadas aos milhões, essas novas células modificadas são infundidas de volta no organismo do paciente, onde continuam a se multiplicar e passam a atacar o câncer de forma exclusiva e contínua.

Essa tecnologia médica é amplamente utilizada no combate a cânceres hematológicos, que afetam diretamente o sangue e o sistema linfático, como leucemias e linfomas.

No Brasil, já existem avanços em relação a este tratamento. A terapia já possui aprovação regulatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está disponível na rede privada de saúde, além de ser ofertada por meio de protocolos de pesquisa científica no Sistema Único de Saúde (SUS).

Centros de excelência médica no país conduzem estudos avançados para o desenvolvimento de versões 100% nacionais da tecnologia, registrando taxas de remissão bastante significativas entre os pacientes testados.

Fonte: Band.
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