O governo dos Estados Unidos mobilizou o que há de mais moderno em sua frota aérea para operações no Oriente Médio. O protagonista das recentes ações é o bombardeiro B-2 Spirit, uma aeronave avaliada em US$ 2 bilhões (mais de R$ 10 bilhões) e conhecida por sua aparência que remete a naves espaciais. Com apenas 21 unidades produzidas no mundo, o avião decolou nesta sexta-feira (13) com destino à zona de conflito.
O diferencial do B-2 não está apenas em seu poder de destruição, mas em sua capacidade furtiva. Graças à sua aerodinâmica e sistemas tecnológicos de última geração, ele consegue sobrevoar áreas inimigas sem ser detectado por radares. "Se você está vendo este avião é porque ele quer que você veja e que você não é um alvo", afirma a divulgação oficial do governo norte-americano.
Tecnologia invisível e poder de fogo
O B-2 Spirit foi projetado para desaparecer das telas de monitoramento adversárias. Quando em missão de ataque, a aeronave atinge o alvo antes mesmo que o som de sua aproximação seja percebido em solo. Essa agilidade é combinada a uma capacidade de carga massiva: o bombardeiro pode transportar até 18 toneladas de bombas, sejam elas nucleares ou convencionais.
Operações de longa duração
Com mais de 50 metros de envergadura, o B-2 é preparado para missões transcontinentais. Sua autonomia de voo em operação chega a 11 mil quilômetros, podendo ser estendida para 19 mil quilômetros com o auxílio de reabastecimento aéreo, como o realizado pelo avião-tanque KC-135.
Para suportar missões que podem durar dezenas de horas, a cabine é projetada para o conforto de dois pilotos. A estrutura interna inclui:
Área de descanso: cama para revezamento durante o voo;
Cozinha básica: equipamentos como micro-ondas para alimentação da tripulação;
Sistema de revezamento: permite que a aeronave permaneça ativa em operações de longa duração sem interrupções.