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Claudia Ohana se diz contra remake de Vamp: "Nunca vai ser superado"

Claudia Ohana falou, durante entrevista ao “Do Bom e Do Melhor” da Rádio Bandeirantes, sobre a possibilidade de uma remake de Vamp, sucesso da TV que marcou o começo dos anos 90. Em conversa com Danilo Gobatto, a atriz que deu vida a vampira roqueira Natasha disse que não é favorável à regravação do clássico de Antônio Calmon.

Questionada se um remake é capaz de estragar o sucesso de uma obra querida pelo público, Ohana afirmou: “Nunca vai estragar o original porque o original está lá, agora superar nunca vai ser superado”.

A atriz afirmou que escolher fazer um remake de um sucesso é um risco assumido, uma vez que o público vai, inevitavelmente, comparar as versões. “Fazer um remake de grande sucesso é um risco muito grande porque sempre vai ser comparado… Não tem como não comparar”, disse. A artista afirmou que, por ela, a novela ganharia uma continuação, não um remake: “Eu sou de fazer continuação e não remake”.

Veja o programa na íntegra:

Claudia Ohana conta que começou a atuar para escapar da solidão aos 9 anos

Com quase 50 anos de carreira, Claudia Ohana não se vê tendo outro ofício além de atuar. A atriz, que começou a trabalhar oficialmente ainda com 12 anos, contou ao Do Bom e do Melhor, na Rádio Bandeirantes, que fez as primeiras encenações ainda em casa, como um escape da solidão.

A atriz contou que passou a ficar muito só ao se mudar para a casa da mãe, Nazareth Ohana, que trabalhava à noite como montadora de filmes célebres. Por isso, decidiu criar um mundo de fantasia. "Eu tinha uma família grande, com meus tios e primos, fui morar com a minha mãe e dali, comecei numa solidão muito grande e aí esse mundo de fantasia era um escape, mas foi difícil morar com a minha mãe", contou.

Claudia Ohana viveu até os nove anos com os tios, que chamou de pais. A mãe, Nazareth Ohana, foi a primeira mulher montadora no cinema nacional e que só teve o primeiro contato com a filha aos nove anos. "Eu chamava minha tia de mãe e meu tio de pai. Quando ela chegou e se apresentou, eu falei: 'Nossa eu tenho duas mães, que legal'. Mas quando fui morar com ela foi muito difícil, porque eu ficava muito sozinha, eu e minha irmã", lembra a atriz.

Por criar o mundo de fantasia, Ohana pegou gosto pela atuação, mas não conseguiu escapar da solidão. A atriz contou que com a perda da mãe aos 15 anos, ela precisou morar sozinha e se acostumar com a solidão. "Me acostumei com isso, a me virar, a resolver os problemas comigo mesma e não sinto solidão hoje em dia. Eu gosto, preciso muito do meu canto, meu maior problema com relacionamento é esse", contou.

Fonte: Band.
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