Um homem de 41 anos é investigado pelo assassinato de sua ex-companheira, de 29 anos, e do enteado dele, de 6 anos, cujos corpos foram achados com marcas de esganadura em um apartamento em Cotia, na Grande São Paulo.
O caso veio à tona após a localização dos corpos das vítimas na última terça-feira (03). O casal teve um relacionamento conturbado de quatro anos e o término ocorreu havia um mês, mas o empresário continuava morando no mesmo apartamento com a advogada.
Chris Flores se indigna com o aspecto sádico e extremo desse tipo de crime: “Não tem sentido, porque não tem explicação. Então é criada toda uma historinha na cabeça e, 'Ó, não fui eu', mas olha isso, você acha que isso é a face de alguém que se arrepende, que está preocupado com a morte de uma mulher que, segundo ele, ele amava, com uma criança inocente? Porque se não foi você, e se você ama aqueles dois seres inocentes que estavam ali na cama, esganados, no mínimo você está em desespero".
A apresentadora do Melhor da Tarde comenta sobre a reação do suspeito: "E na delegacia, quando ele finge que está chorando e fazendo aquela novelinha? Não é arrependimento do que fez, mas é a ficha caindo de que vai ficar recluso. Essa é a questão. Eles não se arrependem. Vai praticar de novo se sair com outra mulher, com outra criança, com quem atrapalhar o caminho”, declarou.
Chris também faz um alerta sobre a importância da denúncia em casos de violência física e psicológica: "Então, 180, só vou deixar esse alerta aqui, 180. Tem a "Band Não Se Cala" aqui, que é muito importante, o movimento da Band, violência contra a mulher, 1-8-0. Se você percebe alguma coisa dentro da sua casa, na sua família, com alguém que você conhece, pode ligar, ninguém vai pedir o seu nome, seu documento, nada disso".
Thiago Pasqualotto também opina sobre a importância de falar e informar sobre casos de feminicídio: "E a gente sabe que é um tipo de notícia muito forte. A gente sabe que mexe com a senhora que está aí em casa e a gente precisa dar esse tipo de notícia aqui, sabe por quê? Porque está uma onda agora de negar o feminicídio: 'Não, mas não é. Não é crime contra a mulher, é a mesma coisa, homem e mulher é a mesma coisa'. Não, o feminicídio é sério e a gente está vendo um exemplo horroroso aqui no ar, então a gente não pode negar o feminicídio".
Márcia Sensitiva traz uma reflexão sobre a violência contra a mulher atingir diferetes classes sociais: "Sinto muito, porque muitas clientes, muitas, muitas, de todas as classes sociais, me contam a história delas. E se vocês soubessem, é daí pra baixo, porque não tem morte, mas elas apanham. Se não fizer sexo, ela vai apanhar, aí no dia seguinte ele manda a flor, sim, e ela fala que tá tudo bem, não é mentira. Então assim, gente, se vocês soubessem como é normal acontecer esse tipo de coisa com nós, mulheres? Muito. Ah, tem classe? Não, não tem classe", reforça a médium.
Leo Dias conclui exigindo uma mobilização da sociedade para que os agressores sejam julgados e punidos: "O que eu sinto falta, repito aqui, é de uma mobilização de toda a sociedade para que esse rapaz responda firmemente e pague pelos crimes".
Entenda o caso
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite de quarta-feira (4), no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, o homem de 41 anos investigado pelos assassinatos da advogada Ana Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, Rafael Faria Lima Ferrari, de 6 anos.
Os corpos da advogada e do filho foram encontrados na noite de terça-feira (3), em um condomínio residencial localizado na Estrada Manoel Lages do Chão, no bairro Lajeado, no município de Cotia, na Grande São Paulo. As vítimas apresentavam marcas e sinais de violência no pescoço compatíveis com esganadura mecânica.
Conforme a apuração policial, o relacionamento amoroso mantido entre a mulher e o suspeito havia terminado cerca de um mês antes da ocorrência. Familiares da vítima relataram histórico de atritos, violência doméstica e intimidações anteriores envolvendo o investigado, que continuava a residir no imóvel.
Tipificação penal e desdobramentos
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou que o caso é conduzido pelas autoridades policiais como feminicídio e vicaricídio — qualificadora aplicada em episódios em que parentes próximos ou descendentes de uma mulher sofrem agressões e mortes para gerar dor psicológica à companheira.
O empresário havia alertado profissionais de advocacia por telefone sobre a situação dos corpos no interior do apartamento, viabilizando o comparecimento dos agentes da segurança pública ao endereço residencial.