O desdobramento do caso da "Pequena Amanda", a mulher de 37 anos que fingia ter 12 anos para aplicar golpes em famílias religiosas, gerou um debate no programa Melhor da Tarde nesta quarta-feira (10). Chris Flores, que desmascarou a grávida de Taubaté, analisou o acontecimento e fez alerta para os telespectadores sobre os riscos graves de abrigar menores de idade desconhecidos dentro de casa sem o conhecimento das autoridades competentes.
A jornalista detalha que a estrutura corporal da acusada desmente completamente o personagem de pré-adolescente que ela sustentava. Chris Flores explica que a estrutura óssea e o desenvolvimento físico da acusada são os de uma mulher adulta formada, apresentando quadris e seios desenvolvidos, características que não condizem com o biotipo de uma menina de 12 anos que está iniciando a fase da puberdade. Na visão da apresentadora, as marcas do tempo no rosto e a própria voz forçada evidenciam a mentira.
Perigos jurídicos da omissão
Chris Flores critica a conduta das famílias que acolheram a estelionatária em Joinville, Santa Catarina, e em outras regiões do país. A jornalista ressalta que o procedimento legal correto ao encontrar qualquer menor de idade abandonado ou em situação de vulnerabilidade é procurar imediatamente uma delegacia de polícia ou acionar o Conselho Tutelar.
A apresentadora adverte que a decisão de abrigar uma suposta criança sem identificação oficial, sob alegações de fuga ou abuso, “pode trazer consequências criminais para os cidadãos de boa-fé”, correndo o risco de enfrentar acusações gravíssimas perante a Justiça, incluindo o crime de pedofilia.