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Carreatas, santinhos e showmícios: o que é permitido e vetado nas campanhas
Foto: Camila Boehm/Agência Brasil

Na véspera do início da propaganda eleitoral, os candidatos à Presidência decidiram não marcar grandes atos de rua neste sábado e preparam o lançamento oficial de suas campanhas para este domingo em seus principais redutos eleitorais, sob regras da Justiça Eleitoral que determinam o que é permitido e o que continua proibido na disputa.

Atos de campanha liberados

A partir da abertura oficial da campanha, a legislação autoriza partidos e candidatos a realizarem carreatas, passeatas e a utilizar carros de som para pedir votos nas ruas.

Também estão liberados comícios presenciais e a distribuição de material impresso de propaganda, como panfletos e cartões com o número dos concorrentes, os chamados santinhos, além do uso de bandeiras em vias públicas, desde que não obstruam a circulação.

No ambiente digital, as campanhas podem divulgar mensagens em sites, blogs e perfis nas redes sociais dos candidatos, reforçando a busca pelo voto com conteúdos oficiais e identificados.

O que continua proibido

Apesar da ampliação dos atos de campanha, permanecem proibidos os eventos com apresentações artísticas voltados à promoção de candidaturas, os conhecidos showmícios, bem como o uso de shows musicais ou culturais, pagos ou não, como parte da programação de comícios, em cumprimento ao que determina a legislação eleitoral.

Onde começam os presidenciáveis

Lula já está em São Paulo e deve lançar oficialmente a campanha neste domingo em São Bernardo do Campo, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, onde iniciou a trajetória política, antes de seguir para Minas Gerais e Rio de Janeiro, três dos principais colégios eleitorais do país.

Flávio Bolsonaro, do PL, programou iniciar os atos de rua com um evento em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e depois viajar para Juiz de Fora, em Minas Gerais, cidade onde o pai, Jair Bolsonaro, levou uma facada durante a campanha presidencial de 2018.

De acordo com a campanha de Flávio Bolsonaro, um homem foi levado à delegacia em Juiz de Fora após a equipe identificar em uma postagem o que considerou ameaças dirigidas ao candidato; o caso foi comunicado às autoridades locais.

Ronaldo Caiado, do PSD, também pretende iniciar a agenda de rua em seu reduto eleitoral, com viagens a cidades do interior de Goiás, na região do entorno de Brasília, enquanto Romeu Zema, do Novo, escolheu Minas Gerais, onde estreou na política como governador, para compromissos em Montes Claros.

Renan Santos, do partido Missão, deve participar de um ato no Largo de São Francisco, na Faculdade de Direito da USP, na capital paulista, e programou ainda para a noite deste sábado uma transmissão ao vivo em seu canal de vídeo para comentar o cenário político e a estratégia da campanha.

Véspera com agenda discreta

Na véspera da abertura oficial da campanha, as equipes dos presidenciáveis afirmam que concentram as atividades na organização logística, na formação de equipes de rua e na mobilização de militantes para os primeiros atos autorizados pela Justiça Eleitoral a partir deste domingo.

Fonte: Band.
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