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Carlos sobre decisão de Moraes: "Não vamos comemorar migalhas ditatoriais"
Roosevelt Pinheiro / Agência Brasil

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) utilizou suas redes sociais para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em tom de protesto, o parlamentar afirmou que a medida não representa liberdade e classificou a situação como "perseguição".

“Prisão domiciliar não é liberdade. Bolsonaro não cometeu nenhum crime, não desviou milhões de cofres públicos e nem tentou dar um golpe, como tentam acusá-lo. A prisão domiciliar não se encerra o debate, mas se inicia. Bolsonaro nem sequer deveria estar preso. Isso não é democracia, nós não temos liberdade e não podemos normalizar isso", afirmou o pré-candidato ao Senado.

“De fato eu quero ver Bolsonaro em casa, mas não devemos de maneira nenhuma normalizar o fim da sua liberdade e comemorar migalhas ditatoriais. Não somos criminosos, essa perseguição precisa acabar”, disse Carlos, que apesar das críticas, se disse “aliviado” com a decisão.

“É óbvio que fico extremamente aliviado em finalmente ver meu pai em casa, podendo ser cuidado de forma mais adequada, aumentando sua possibilidade de sobreviver frente a tantas comorbidades médicas expostas ao longo de meses. Mas isso não pode ser tratado como Justiça e nem celebrado como tal, frente a um processo repleto de ilegalidades expostas pela própria imprensa! Para que exista Justiça de verdade, nenhuma condenação dentro desse atropelador cenário pode ser normalizada. Qualquer pessoa minimamente decente sabe disso”.

Detalhes da decisão judicial

A decisão de Moraes estabelece um prazo inicial de 90 dias para a prisão domiciliar humanitária, contados a partir da alta hospitalar. O magistrado impôs regras rígidasuso de tornozeleira eletrônica, proibição de redes sociais, de gravação de vídeos e de qualquer comunicação externa.

O Comando da Papudinha será responsável por monitorar o ex-presidente e enviar relatórios semanais ao STF. Além disso, manifestações e acampamentos estão proibidos em um raio de 1 km da residência de Bolsonaro. Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan são os únicos autorizados a realizar visitas, restritas às quartas e sábados em horários específicos.

Quadro de saúde e fisioterapia

Atualmente, o ex-presidente segue internado no hospital DF Star, em Brasília. O boletim médico desta terça-feira (24) informa que ele realiza fisioterapia respiratória e motora para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.

O paciente recebe suporte clínico e antibioticoterapia endovenosa. Apesar de ter deixado a UTI na última segunda-feira (23), os médicos Claudio Birolini e Leandro Echenique reforçam que ainda não há previsão de alta hospitalar.

Fonte: Band.
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