Com apenas três anos de idade, Raman já é um dos mais valiosos recursos da Polícia Científica do Paraná. O pastor-belga é especializado em farejar sangue latente, aquele que foi limpo ou não é visível a olho nu, e é apenas o segundo cão de todas as polícias do Brasil com essa capacidade.
O treinamento começou ainda filhote, em 2023, em Curitiba. Foram meses de aprendizado que incluíram condicionamento físico, obediência e desenvolvimento do faro. A recompensa pelo trabalho bem feito é simples: um petisco.
Desde então, Raman participou de 11 atuações em cenas de crime no Paraná, com sucesso em todas. As buscas aconteceram em residências, carros e até em área de mata, onde o cão farejou sangue em um sofá e localizou roupas da vítima em um ponto distante, num trabalho que dificilmente seria realizado sem ele.
A capacidade de varredura em áreas grandes ou de difícil acesso é o grande diferencial do animal. Ao identificar o odor de sangue, Raman sinaliza o ponto exato para que os peritos façam a coleta e a análise laboratorial, otimizando o tempo das investigações e permitindo soluções que seriam impossíveis pelos métodos convencionais.