Os representantes dos caminhoneiros decidiram não dar continuidade às negociações de uma greve, a partir de amanhã (20) em protesto contra os preços altos do óleo diesel. Na tarde desta quinta-feira (19), as lideranças se reuniram com motoristas autônomos e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) em Santos (SP).
A principal motivação dos motoristas é o aumento acumulado do óleo diesel, que subiu quase 19% desde o final de fevereiro. O setor alega que a volatilidade do mercado internacional de petróleo, pressionada por conflitos no exterior, tornou o frete inviável para boa parte dos transportadores.
De acordo com as lideranças, a categoria vai aguardar mais sete dias, cobrar mais ações concretas do governo, com uma possível ida à Brasília (DF) nos próximos dias.
Para conter uma possível paralisação, como ocorreu em 2018, o governo federal anunciou uma série de ações para proteger a categoria e a população de preços abusivos. Entre as medidas anunciadas estão a intensificação das ações de fiscalização a postos de combustíveis e distribuidoras, para evitar aumentos abusivos, a isenção de impostos como o Pis/Cofins e iniciou tratativas com os governos estaduais para que o ICMS também seja reduzido.