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Brasil bate recorde no Ideb 2025, mas Ensino Médio segue abaixo da meta
Arquivo/Agência Brasil

O Brasil alcançou as maiores notas da série histórica do Indice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2025 nas três etapas avaliadas, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Apesar do marco inédito desde o início da medição em 2005, o resultado apresenta um diagnóstico duplo: enquanto a alfabetização e os Anos Iniciais do Ensino Fundamental registram forte avanço, o país enfrenta gargalos estruturais e descumpre as metas estipuladas no Ensino Médio e nos Anos Finais.

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), o indicador saltou de 6,0 em 2023 para 6,3 em 2025, superando a meta nacional fixada em 6,0. O desempenho é impulsionado pela melhora nas médias de Matemática, que passam de 225,9 para 230,3 pontos, e de Língua Portuguesa, subindo de 216,8 para 220,7.

Outro avanço significativo ocorreu na redução da desigualdade municipal: o número de cidades em situação de extrema vulnerabilidade educacional — com nota abaixo de 4,9 nesta etapa — caiu de 1.097 para 442. Além disso, todas as 27 Unidades da Federação apresentam crescimento nos anos iniciais.

Em contrapartida, os ciclos finais voltam a expor os limites da evolução educacional do país. Nos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), a nota sobe de 5,0 para 5,3, mas não atingiu a meta prevista de 5,5. Já o Ensino Médio avançou de 4,3 para 4,5, permanecendo distante do objetivo de 5,2 estipulado para o período.

Desafios estaduais e destaques regionais

A dificuldade no Ensino Médio afeta todo o território nacional, e nenhum estado brasileiro conseguiu atingir a meta fixada para a etapa. O Paraná registra o maior desempenho do país na última fase da educação básica, com nota 5,1, mas fica 0,1 ponto abaixo da meta.

A evolução paranaense consolida uma trajetória contínua nos últimos anos, partindo do índice 3,7 em 2017. O município de Serranópolis do Iguaçu (PR) obtém destaque individual ao atingir a nota 9,1 nos Anos Iniciais.

Goiás mantém a liderança dividida no Ensino Médio com nota 5,0, impulsionado pela continuidade pedagógica da rede estadual. Na Região Sudeste, o Espírito Santo assegura a maior média no Ensino Médio, somando 4,9 pontos com o suporte de redes de ensino técnico e tempo integral. Piauí (4,9) e Pernambuco (4,8) também figuram entre os melhores desempenhos do ciclo no país, favorecidos pela expansão das escolas em tempo integral.

A transição do 5º para o 6º ano permanece como um dos principais gargalos pedagógicos do sistema educacional brasileiro. A perda de rendimento em matemática e o aumento das taxas de evasão e reprovação durante a adolescência travam a evolução média.

Embora as notas de Língua Portuguesa (270,9) e Matemática (274,4) no Ensino Médio tenham registrado leve alta em relação a 2023, o ritmo de aprendizagem acumulada nesta fase final caminha em velocidade inferior à observada nos primeiros anos de escolarização.

Nas regiões Norte e Nordeste, estados como Ceará e Alagoas sustentam a liderança em políticas de alfabetização na idade certa, emplacando as maiores médias municipais do ciclo primário. Por outro lado, a Região Norte ainda concentra a maior parcela dos 442 municípios com notas inferiores a 4,9 nos Anos Iniciais, enfrentando obstáculos contínuos de infraestrutura e conectividade.

Fonte: Band.
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