Clube 1 - 96.7FM | Ribeirão Preto/SP
Conteúdo nacional e internacional Rede BandNews
BK Bank foi “amplamente utilizada para a lavagem e ocultação de bens”, diz investigação
Reprodução/Redes Sociais

Com base nas informações detalhadas na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e na investigação do GAECO, o BK Bank é apontado como um dos instrumentos financeiros cruciais para o funcionamento do esquema criminoso bilionário liderado por Mohamad Hussein Mourad. 

Longe de ser um mero participante, a BK é descrita como uma ferramenta "amplamente utilizada" para a lavagem de capitais e ocultação de bens em larga escala.

"Contas Bolsões"

modus operandi da BK, que a tornou tão valiosa para a organização criminosa, era o uso de "contas bolsões". Segundo a investigação, essa metodologia permitia que os valores de diversos clientes fossem depositados em uma única conta mestra da instituição.

Dessa forma, as compensações financeiras e transferências ocorriam internamente, sem que os recursos precisassem transitar pelo sistema bancário tradicional. 

Isso criava uma "camada de opacidade" que dificultava enormemente o rastreamento da origem e do destino dos valores, inibindo o sistema antilavagem de capitais e permitindo que a organização movimentasse bilhões de forma dissimulada.

Quem Utilizava a Estrutura da BK no Esquema

Praticamente todos os braços da organização fraudulenta utilizavam a infraestrutura da BK para movimentar recursos. A instituição servia como o "duto financeiro" que conectava as diferentes frentes do esquema:

  • Empresas do Grupo Mohamad: Distribuidoras como ASTER PETRÓLEODUVALE e COPAPE registraram fluxos financeiros massivos através da BK. A ASTER, por exemplo, movimentou mais de R$ 2,2 bilhões.
  • Usinas Sucroalcooleiras: Usinas como Itajobi e Carolo, controladas pelo grupo, também utilizavam a BK para movimentar recursos.
  • Fundos de Investimento: O fundo MABRUK II, usado para adquirir as usinas e ocultar patrimônio, movimentou cerca de R$ 250 milhões através da BK para esconder a origem e o destino de suas transações.
  • Operadores e "Laranjas": Figuras-chave como Himad Abdallah Mourad receberam diretamente da BK mais de R$ 20,8 milhões. A empresa de Himad, a INSIGHT, foi citada em uma comunicação da BK com um total de R$ 18,5 bilhões em créditos e débitos. Volume Movimentado: A Escala Bilionária da Operação

Os valores que transitaram pela BK são astronômicos e evidenciam sua centralidade no esquema. A investigação apontou uma movimentação total que ultrapassa os R$ 17,7 bilhões.

Essa cifra colossal demonstra que a BK não era apenas uma facilitadora, mas a plataforma financeira que viabilizava a lavagem de dinheiro e a ocultação de ativos em uma escala industrial, tornando-se indispensável para o sucesso e a expansão da organização criminosa.

A defesa do BK Band não se manifestou até a publicação desta matéria. Caso o faça posteriormente o texto será atualizado.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
BandNews no Meio do Dia com Programação Clube 1
Carregando... - Carregando...