
O aplicativo ‘Celular Seguro’, lançado pelo Governo Federal, consolida-se como uma ferramenta essencial para a proteção de dados dos brasileiros, ultrapassando a marca de 3 milhões de usuários cadastrados em todo o país.
Somente neste ano, a plataforma já foi responsável pela emissão de 150 mil alertas de bloqueio de aparelhos, a maioria deles acionada após casos de roubo. Os números refletem a crescente preocupação com a segurança digital, em um cenário onde mais de 850 mil pessoas tiveram seus celulares furtados ou roubados no último ano.
A Bahia é o quarto estado que mais utiliza o sistema, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), atualizados até o final de agosto, 4.183 aparelhos foram bloqueados no estado através do aplicativo este ano.
Desse total, 3.435 bloqueios, o equivalente a 82%, ocorreram em decorrência de ações criminosas. A reportagem do Jornal da Band também mostra como é o funcionamento da ferramenta.
Como funciona a ferramenta
Disponível para download de forma gratuita, o aplicativo ‘Celular Seguro’ oferece uma solução rápida para a principal angústia das vítimas: o acesso indevido a aplicativos de bancos, redes sociais e outros dados sensíveis.
O funcionamento é simples e preventivo. Após baixar o app, o usuário realiza um cadastro e pode indicar uma ou mais pessoas de confiança.
Em caso de perda, furto ou roubo, a vítima pode acessar a plataforma por meio de um computador ou do celular da pessoa indicada e emitir um alerta. Esse comando bloqueia imediatamente o aparelho e a linha telefônica, inutilizando o acesso para os criminosos.
A pessoa de confiança também pode realizar o bloqueio de forma autônoma assim que for comunicada sobre o ocorrido.
Para a advogada Ana Paula de Moraes, especialista em Direito Digital, a agilidade no bloqueio é um passo fundamental para evitar prejuízos maiores.
"Partindo do momento que você não permite que o criminoso tenha acesso a uma funcionalidade, você já tem um passo à frente, porque não vai ser vítima de golpe de PIX, não vai ter a sua rede social hackeada com uma pessoa se passando por você, você não vai ter mensageiros eletrônicos ativos, onde aquela pessoa pode praticar crime de estelionato", afirma a especialista.
A medida impede que o tempo entre o crime e o bloqueio manual de contas seja explorado para a aplicação de fraudes financeiras e roubo de identidade.