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Após apreensão, Bia Miranda diz que dólares falsos eram para fotos

A influenciadora Bia Miranda se pronunciou após ser alvo de uma ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que apreendeu dólares falsificados, joias, um carro e aparelhos eletrônicos em sua residência.

A operação integra a segunda fase da Operação Desfurtuna, que apura a divulgação de plataformas de apostas ilegais nas redes sociais. Segundo a corporação, a influenciadora é investigada por utilizar itens chamativos, como dinheiro falso, para atrair seguidores e possíveis apostadores.

Nas redes sociais, Bia negou qualquer irregularidade e afirmou que as cédulas tinham apenas finalidade cenográfica. “Ia fazer tipo as gringas. Umas meninas caídas no carro, com dinheiro em volta, com joias, chave do carro caída, com a bolsa jogada”, escreveu, ao explicar a ideia de uma sessão de fotos. Ela também disse que adquiriu os materiais por um baixo custo em um aplicativo internacional.

Apesar da justificativa, em depoimento, a influenciadora reconheceu que utilizava os dólares cenográficos em vídeos publicados em suas redes, o que reforça a linha de investigação sobre possível promoção indireta de jogos de azar.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes recolheram dispositivos eletrônicos, que serão analisados para aprofundar o inquérito. A polícia também informou que solicitou à Justiça o bloqueio de contas bancárias ligadas à influenciadora.

Bia Miranda já havia sido citada em uma fase anterior da operação. Até o momento, não há manifestação oficial da defesa fora das redes sociais.

Operação Desfortuna

Polícia Civil realizou, em 2025, a Operação Desfortuna, contra influenciadores envolvidos na promoção de jogos ilegais on-line. Investigações apontam que há indícios de lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Segundo relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF, há movimentações suspeitas que ultrapassam os R$ 4 bilhões. 

No decorrer das investigações, foram identificados sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declarada pelos influenciadores, que ostentavam nas redes sociais estilos de vida luxuosos, com viagens internacionais, veículos de alto padrão e imóveis de alto valor.

Na operação, o influenciador Mau Mau foi preso em flagrante. Durante a operação na casa do influenciador, a polícia encontrou uma arma raspada. Ter uma arma com numeração raspada é crime no Brasil, conforme o artigo 16 da Lei nº 10.826/03. A pena para o crime pode variar entre três a seis anos de prisão, além de multa. Não há direito a fiança. 

Quem são os influenciadores alvo da Operação Desfortuna?

Os alvos da operação são 15 pessoas e, dentre elas, influenciadores que usam as redes sociais para divulgar o jogo popularmente conhecido como "Jogo do Tigrinho" e outros semelhantes. Dentre os nomes, estão:

  • Paola Ataíde e a irmã gêmea Paulina, que reúnem mais de 3 milhões de seguidores no Instagram;
  • Buarque, pai do filho de Bia Miranda e que tem 2,8 milhões de seguidores;
  • Bia Miranda, que reúne 5,2 milhões de seguidores;
  • Gato Preto, criador de conteúdo com mais de 600 mil seguidores e ex de Bia Miranda;
  • Jenny Miranda, mãe de Bia Miranda, ex-A Fazenda e com mais de 1,2 milhão de seguidores;
  • Mau Mau, que reúne 3,4 milhões de seguidores.
  • Luiza Ferreira, com quase 180 mil seguidores;
  • Lorrany Rafael, com mais de 308 mil seguidores;
  • Nayala Duarte, que teve perfis com milhares de seguidores suspensos pelo Instagram;
  • Vanessinha Freires, que reúne mais de 100 mil seguidores no TikTok;
  • Tailane Garcia, com mais de 4,5 milhões de seguidores no TikTok.

 

Fonte: Band.
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