Um estudante, de 16 anos, foi vítima de um grave episódio de bullying em uma escola pública de Fortaleza, onde foi coagido por colegas a comer sete pedaços de bolo de uma só vez enquanto era filmado. O caso, que viralizou nas redes sociais, gerou revolta pela vulnerabilidade da vítima, que é uma pessoa com deficiência, e pela falta de supervisão no momento da agressão.
Além da situação envolvendo a ingestão forçada de alimentos, o jovem teve sua privacidade violada ao ser filmado em um momento íntimo no banheiro da instituição. Devido à sua condição intelectual, o aluno não compreendeu que estava sendo vítima de um crime, acreditando tratar-se de uma interação comum com os colegas, enquanto o grupo gritava e debochava da situação.
A família do jovem só tomou dimensão da gravidade do ocorrido após os vídeos circularem nas redes sociais. Inicialmente, a mãe recebeu um contato da escola solicitando apenas que levasse uma muda de roupa para o filho, sem que a gestão escolar detalhasse os episódios de bullying e a violação de privacidade ocorrida dentro das dependências da unidade.
A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) repudiou o ato e informou que a Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza está apurando o caso para aplicar as punições disciplinares previstas no regimento escolar. As medidas imediatas incluem:
- Acolhimento especializado para o aluno e sua família.
- Ações de sensibilização com as turmas sobre o combate ao bullying.
- Reunião deliberativa para definir as sanções aos alunos envolvidos.
Falta de vigilância
O episódio levanta questionamentos sobre a segurança interna das instituições de ensino, uma vez que as imagens mostram os estudantes gritando e cercando a vítima por um tempo prolongado sem que houvesse a intervenção de nenhum adulto ou inspetor.