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Adriana Araújo se indigna com debate Lula x Flávio: 'É isso o que vamos aceitar?'

A jornalista Adriana Araújo afirmou durante o programa Band Eleições desta segunda-feira (19) que o debate presidencial de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) expôs o nível de degradação da política nacional.

Ao comentar a condução do programa na emissora, a apresentadora questionou a aceitação coletiva de confrontos marcados por desinformação, ausência de propostas e foco exclusivo na viralização digital.

A declaração ocorreu na análise posterior à transmissão conjunta realizada pela Band no domingo (18), a uma semana da votação. Araújo explicou que aquele foi o sétimo debate entre postulantes à Presidência da República que mediou na carreira.

Vazio de ideias e valor histórico

Para Adriana Araújo, as deficiências observadas no estúdio não anulam o peso documental da transmissão ao vivo realizada pela emissora. Ela concordou com apontamentos do diretor de jornalismo Fernando Mitre ao sustentar que o encontro retrata com fidelidade o momento vivido pela sociedade.

"A gente pode criticar o vazio de ideias, a falta de detalhamento, mas jamais tirar do debate essa importância histórica que ele tem, porque o debate registra o Brasil de 2026, o que nós nos tornamos. E eu acho que esse é o ponto que mais me impressionou de tudo isso."

A mediadora ressaltou que o evento cumpriu o papel de confrontar o público com o retrato fidedigno das lideranças que disputam o comando do Poder Executivo.

Normalização de ataques e redes sociais

Ao debater com o jornalista Eduardo Oinegue, a apresentadora rejeitou a hipótese de que analistas estejam idealizando em excesso os encontros eleitorais na televisão. Pelo contrário, ela argumentou que a sociedade abandonou exigências fundamentais de conduta e civilidade.

"Será que a gente aceitou que uma campanha pode virar um bombardeio de cortes em redes sociais com notícias falsas, que vale tudo, que dane-se tudo, o que vale é viralizar, convencer e arrastar uma multidão como se governar um país fosse uma paixão por um time de futebol, como se fosse uma coisa quase messiânica? Nós somos responsáveis por esse conteúdo que estava no debate porque nós normalizamos isso."

Ela enfatizou que o eleitorado parou de cobrar compromissos mínimos dos concorrentes, como o respeito recíproco e a obrigação de responder diretamente às perguntas feitas no palco. Segundo Adriana Araújo, o debate da Band alertou o eleitor sobre a escolha entre manter ou rejeitar esse padrão de confronto político.

Fonte: Band.
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