Nesta quinta-feira (16) estreia nos cinemas brasileiros a adaptação do poema épico "A Odisseia". Dirigido por Christopher Nolan e estrelado por Matt Damon e Tom Holland, o longa chama a atenção por ter quase três horas e pelo projeto audacioso, que traduz o livro de Homero para as telonas.
E falando em telonas, o filme de Nolan ainda tem uma questão que pode decepcionar os brasileiros que buscam assistir ao filme: o método de filmagem. O diretor optou por filmar as cenas de "A Odisseia" em IMAX 70mm, o que compromete a exibição do filme em cinemas que não são preparados para a tecnologia.
Apenas 41 cinemas no mundo têm a tecnologia de projeção física IMAX 70mm, em película. A maioria das salas estão nos Estados Unidos, mas há também salas no Canadá e Reino Unido. No Brasil, há apenas salas IMAX, a maioria em São Paulo e Rio de Janeiro.
Qual a diferença entre IMAX e IMAX 70mm?
A principal diferença fica no tamanho da projeção e na proporção da tela. O IMAX 70mm tem películas gigantes rodadas horizontalmente, já as IMAX modernas projeta imagens digitalmente.
Além disso, as usadas por Nolan entregam uma resolução maior, de até 18k, enquanto as IMAX digitais entregam 4K e recortes dinâmicos. O único ponto semelhante entre as duas é a entrega de som imersivo de alta potência.
Sem IMAX 70mm, experiência de 'A Odisseia' é prejudicada
Com a falta de salas IMAX 70mm, os brasileiros devem assistir a uma versão reduzida de "A Odisseia". Sem as cenas completas, a experiência pode ser prejudicada, já que cabeças dos atores podem ser cortadas e cenas podem perder a profundidade que Nolan espera entregar ao público.