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Cortella vai lançar novo livro em junho
TOMÁS ARTHUZZI/NOVA ESCOLA

“As grandes conquistas da nossa espécie se deram pela co­operação, não pela competição”. Essa frase é um dos ensinamen­tos que o professor e palestrante Mario Sergio Cortella apresenta em “A diversidade: Aprendendo a ser humano”. Publicada pelo selo Littera da editora 3DEA, a obra traz uma importante dis­cussão sobre os reais impactos na estrutura da sociedade atual, com a intolerância, polarização, hostilidade e o desprezo como objetos de estudo. O lançamento será em junho.

Leitura indispensável na era de excesso de informações, opi­niões divididas e pouca aceita­ção, o filósofo explica conceitos básicos para a construção do coletivo saudável. Por meio de estudos, o autor aborda os sin­tomas que estão presentes em nosso cotidiano e que abalam o convívio saudável de uma socie­dade. Pequenas atitudes que se transformam em preconceito, como olhar o outro, mas como estranho, intruso e muitas vezes, como inferior.

Com total clareza, Cortella também explica as diferenças entre reconhecer e tolerar, con­flito e confronto, divergir e anu­lar e o que faz dessas opiniões gatilhos de preconceito e atos de violência. “Durante muito tempo, nós vivemos em uma so­ciedade na qual o conflito – na família, na escola, na rua – fez parte do nosso dia a dia. Pouco a pouco, em várias instâncias so­ciais, inclusive na escola, fomos substituindo a noção de con­flito pela quase glorificação do confronto. Nessa hora, sim, nós perdemos a paz.” (“A diversida­de: Aprendendo a ser humano”, página 54)

O filósofo também ressalta que o preconceito abstrai a ca­pacidade de conviver, de refletir, de fazer melhor, de inovar e de partilhar. Mostra ainda que al­gumas amarras devem ser des­feitas, como recusar o biocídio e seguir na busca de uma vida coletiva que reconheça concre­tamente a beleza na diversidade, a complementaridade na dife­rença, a riqueza na pluralidade.

A obra foi reformulada para realidade dos tempos atuais e todos os capítulos de “A diversi­dade: Aprendendo a ser huma­no” permeiam questões sobre os contratempos e disparidades do único verso que existe: a vida! E nela, somos todos iguais.

Sobre o autor
Mario Sergio Cortella nas­ceu em Londrina (PR) no dia 5 de março de 1954. Filósofo e doutor em Educação, pro­fessor, escritor e palestrante; autor de mais de 45 livros, com edições no Brasil e exterior, é também comentarista de rádio e televisão.

Sinopse do livro
A beleza na diversidade, a complementaridade na dife­rença, a riqueza na intolerância, polarização, hostilidade, despre­zo. Esses sintomas presentes em nosso cotidiano se originam, em grande medida, na falta de alteridade. Na atitude de olhar o outro não como outro, mas como estranho, como intruso e, muitas vezes, como inferior.

É nessa ambiência que se instala o preconceito, ao qual todos precisamos estar atentos. Porque o preconceito reduz a nossa capacidade de conviver, de refletir, de fazer melhor, de inovar e de partilhar. Este livro, escrito originalmente com Ja­nete Leão Ferraz e publicado em 2012 com o nome “Escola e preconceito: docência, discência e decência”, agora foi modificado e renomeado.

Ganhou mais atualidade para o que precisamos fazer com urgência: recusar o biocídio e seguir na busca de uma vida coletiva que reconheça concre­tamente a beleza na diversidade, a complementaridade na dife­rença, a riqueza na pluralidade! Afinal, há muitos modos de ser humano e o fato de sermos um desses modos não significa que sejamos o único modo de ser.

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